Monday, June 16, 2008

A luz é poeirenta, magra. Vejo-te, vacilante, num voo rasante sobre as águas. Ao entrar em casa, detenho-me num clarão de contorno nítido. No quarto, vivem, silenciosas, estrelas-cadentes; no exterior o céu não se desmantela, vela por mim. Quando acordo, verifico que interior e exterior são afinal o mesmo tecto.


Ana Marques Gastão


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2 comments:

menina limão said...

ai o Bill Henson.

lebredoarrozal said...

o Bill Henson deixa-me ficar sem pio.