Tuesday, September 25, 2007

Quando amanhece penso:
Encontro-te no vento
virás abraçar-me como os ramos da árvore
e chegaremos ao coração da cidade

Ao meio-dia sei:
A distância do meu corpo ao teu grito
corresponde à do teu sopro ao meu ouvido -
eis a anatomia do silêncio


De tarde fico exausta:
Circulo pelas ruas e roço-me nas praças

À noite adormecemos:
Será que te lembras? será que me lembro?

Amanhã alegro-me de novo:
Imagino a floresta, parto o espelho
e recomeço a ir ao teu encontro.



Teresa Balté



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3 comments:

Nós said...

Sempre boas escolhas... as tuas!

Putty Cat said...

Adorei esta definição de "anatomia".

Mesmo!

lebredoarrozal said...

obrigada:)