Thursday, September 18, 2008

não estou certo de nada. gostava, contudo,
de acreditar que existes, para te esperar sem
angústia, talvez pôr a música mais baixo, ouvir
os vizinhos a conversar, preparar coisas para te
dizer, ler um livro, vestir-me. gostava de ter
por ti um amor convencional, sem ter de o
imaginar. com um jantar pelo meio, um passeio
no mais popular do parque, a ver cisnes e a
fugir dos cavalos. mas não estou certo de nada, e
mais fácil é fechar as portadas, escolher um cobertor
quente e fazer com que vente mais e mais lá fora



valter hugo mãe



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6 comments:

jorge vicente said...

isto é um poema genial

e a imagem diz tudo.

um abraço
jorge vicente

ana c. said...

um poema para guardar debaixo da língua desta sexta-feira ainda de verão. boa, talvez, para passear no parque e dar de comer aos cisnes e, pelo meio, fugir dos cavalos...

indigente andrajoso said...

ainda me tens que explicar como consegues essas imagens tão grandes... esta por exemplo procurei, reprocurei e nada...

menina tóxica said...

este poema e esta imagem ó menina lebre, tão assim lindos lindos*

lebredoarrozal said...

:)

(indigente,algumas acho, outras uso programa maravilha:P)

indigente andrajoso said...

como diz o dizer... "toda a boa lebre tem sempre bons truques na manga"